Como saber se você tem alopecia (e o que fazer)
A queda que não volta mais: o dia em que percebi que não era “só estresse”
Um dia, ao prender o cabelo, notei uma falha na lateral da cabeça. Pensei que fosse luz, depois imaginei que estivesse exagerando. Mas os dias passaram… e a falha cresceu.
Foi aí que ouvi, pela primeira vez, a palavra alopecia.
Esse artigo é pra você que está desconfiando de uma queda mais agressiva, irregular ou persistente. Vamos entender juntas o que é a alopecia, quais os tipos mais comuns, os sinais de alerta e quais passos tomar — com base científica e sem pânico.
O que é alopecia?
Alopecia é o nome técnico para perda anormal de cabelo. Ela pode ser temporária ou definitiva, localizada ou difusa. Em alguns casos, é reversível. Em outros, precisa de acompanhamento médico contínuo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, até 50% das mulheres acima de 35 anos terão algum grau de alopecia — mas muitos casos passam anos sem diagnóstico por falta de informação.
Como diferenciar alopecia de uma queda comum?
1. Falhas visíveis (em formato circular ou nas entradas)
- Muito comuns na alopecia areata, que é autoimune
- As falhas são lisas, sem sinais de inflamação, e podem surgir de repente
- Podem aparecer em sobrancelhas, cílios e outras regiões com pelo
2. Redução de volume progressiva
- Típico da alopecia androgenética feminina
- Os fios afinam no topo da cabeça e a linha central do couro cabeludo vai “abrindo”
- É genética e hormonal, mas pode ser controlada
3. Perda de cabelo por tração
- Causada por penteados muito apertados, apliques, tranças e escovas frequentes
- Conhecida como alopecia por tração
- Começa nas laterais e pode ser evitada se identificada cedo
Sinais de alerta: quando procurar ajuda especializada!
Preste atenção se você notar:
- Queda intensa por mais de 3 meses
- Falhas circulares no couro cabeludo
- Redução da densidade e afinamento no topo da cabeça
- Coceira, dor ou sensibilidade constante na raiz
- Crescimento lento ou inexistente dos fios novos
Dica: Tire fotos do couro cabeludo semanalmente. É a forma mais segura de acompanhar a evolução.
O que fazer se você suspeita de alopecia?
1. Procure um dermatologista especialista em tricologia
- Só um especialista pode diagnosticar corretamente com exame clínico + dermatoscopia
- Em alguns casos, são solicitados exames hormonais, ferritina, vitamina D, B12 e biópsia do couro cabeludo
2. Inicie o tratamento o quanto antes
- Quanto antes o tratamento começar, maior a chance de reversão ou controle
- O tratamento pode incluir: loções manipuladas (minoxidil, finasterida tópica), laser de baixa frequência, suplementos orais e ajustes hormonais
3. Cuide da sua saúde emocional
- Alopecia tem impacto psicológico real. E também pode ter gatilhos emocionais (caso da alopecia areata)
- Apoio emocional e acompanhamento psicológico fazem parte do tratamento em muitos casos
O que não fazer (e pode piorar o quadro)
Evite ao máximo:
- Usar receitas caseiras agressivas direto no couro cabeludo
- Camuflar falhas com colorações ou produtos pesados
- Ignorar o problema achando que “vai passar sozinho”
- Comprar produtos sem saber o tipo de alopecia envolvida



