A verdade sobre queda hormonal, emocional e por deficiência
O que meu cabelo me ensinou sobre desequilíbrios que ninguém vê
Se tem algo que abala a autoestima de uma mulher é ver o cabelo afinando, caindo em excesso ou deixando buracos visíveis. Passei por isso. E a parte mais frustrante? Os exames vinham “normais”, mas os fios continuavam no travesseiro.
O que descobri — depois de muita leitura, médicos e exames — é que existe uma linha invisível entre hormônios, emoções e deficiências que impacta diretamente o couro cabeludo. Quando esses pilares saem do eixo, o cabelo é um dos primeiros a gritar.
Neste artigo, vou te mostrar os três tipos de queda que mais afetam as mulheres e como identificá-los sem achismos — com base científica e linguagem clara.
Quando o cabelo começa a cair: além da estética, é um sinal interno
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a queda capilar excessiva (eflúvio telógeno) afeta 8 a cada 10 mulheres em algum momento da vida. E muitas vezes não tem a ver com shampoo, mas com o que está acontecendo dentro do corpo ou na mente.
Os 3 tipos mais comuns de queda capilar feminina
1. Queda hormonal
Quando os hormônios mudam, o ciclo capilar se desequilibra. Isso acontece em fases como:
- Pós-parto (queda entre 2 a 4 meses após o nascimento)
- Tireoide desregulada (hipo ou hipertireoidismo)
- Uso, troca ou interrupção de anticoncepcionais
- Menopausa (queda da produção de estrogênio)
Como identificar:
- Queda intensa, difusa, sem falhas específicas
- Fios finos, com dificuldade de crescimento
- Sensação de volume reduzido em pouco tempo

2. Queda emocional (estresse, trauma, ansiedade)
Conhecida como “eflúvio telógeno agudo”, esse tipo de queda surge cerca de 2 a 3 meses após um pico de estresse — seja emocional, físico ou psicológico.
Eventos que podem causar:
- Luto, divórcio, sobrecarga emocional
- Pressão profissional ou burnout
- Internações, cirurgias, infecções como Covid-19
Como identificar:
- Queda intensa ao lavar ou pentear
- Cabelo que cai “em tufos”, mas sem falhas no couro cabeludo
- Unhas e pele também ficam frágeis
Dados: Estudos do International Journal of Trichology mostram que até 70% dos casos de eflúvio agudo têm origem emocional ou inflamatória.

3. Queda por deficiência nutricional
Quando o corpo está com déficit de nutrientes essenciais, ele economiza energia para os órgãos vitais — e o cabelo é um dos primeiros a “ficar de lado”.
As 5 deficiências mais comuns:
- Ferro (anemia)
- Zinco
- Biotina (vitamina B7)
- Vitamina D
- Proteína
Como identificar:
- Fios nascendo mais finos e quebradiços
- Queda lenta, progressiva
- Fadiga, palidez, unhas fracas e pele seca como sintomas associados
Fontes: Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology (2020) reforça que suplementação com ferro e biotina melhora a densidade capilar em até 3 meses quando há deficiência comprovada.
Como agir com estratégia: parar a queda antes de perder mais fios
Etapas que funcionam na prática (e são baseadas em ciência):
- Faça exames de sangue: hemograma, ferritina, TSH, vitamina D, zinco e B12
- Observe seu ciclo hormonal e histórico recente de estresse
- Adote uma alimentação fortalecedora do couro cabeludo
- Evite calor, química e tração durante o tratamento
- Use tônicos naturais para estimular o crescimento (alecrim, gengibre, cravo)
- Reponha nutrientes com suplemento completo para cabelo, com orientação profissional
Conclusão: seu cabelo está tentando te contar algo
Antes de procurar um produto milagroso, procure escutar o que seu corpo está te dizendo. A queda capilar pode ser o primeiro sinal de algo mais profundo — e quando você age com informação e atenção, tudo começa a se equilibrar de novo.
Não é sobre parar de cair da noite pro dia. É sobre criar um ambiente interno onde os fios possam voltar a crescer, com força, saúde e tempo.


